José Junqueira de Oliveira
26.2.1910 - 25.4.1985

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Títulos e Conquistas: |
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1931 - Taça C. Giusti 1931 - Torneio Estadual Pró-Estádio
1931 - Taça Luiz Astorri
1932 - Campeonato Paulista 1932 - Taça Giuseppe Garibaldi 1932 - Troféu Campeões da APEA 1933 - Campeonato Paulista 1933 - Torneio Rio São Paulo 1933 - Troféu Campeões da APEA 1933 - 1934 - Taça dos Invictos 1933 - Taça APEA 1933 - Taça O Dia 1934 - Campeonato Paulista 1934 - Taça Prefeitura de Poços de Caldas 1934 - Taça Revanche 1934 - Taça Fluminense 1934 - Taça APEA
1934 - Taça Filizolla 1935 - Taça de Campeões SP-Santos 1935 - Torneio Início do Campeonato Paulista 1936 - Campeonato Paulista 1936 - Taça Porto Alegre 1936 - Troféu Campeões da APEA 1936 - Desafio Internacional de Clubes Brasil – Argentina 1937 - Taça Palestra Italia 1937 - Taça Aniversário 1937 - Taça de Campeões São Paulo-Bahia 1937 - Taça Prefeitura Municipal 1938 - Taça Conde Francisco Matarazzo |
1938 - Campeonato Paulista Extra 1938 - Torneio do Paraná 1938 - Torneio de Fortaleza 1938 - Troféu Campeões da APEA
1938 - Taça Francisco Matarazzo 1939 - Torneio do Luzitano
1939 - Torneio Início do Campeonato Paulista
1940 - Campeonato Paulista 1940 - Torneio dos Campeões (Inauguração do Pacaembu)
1940 - Troféu Leader Sportivo 1942 - Campeonato Paulista 1942 - Torneio Início do Campeonato Paulista
1942 - Troféu Campeoníssimo
1944 - Campeonato Paulista 1945 - Troféu Tuffy-Fried1
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Posição: Zagueiro Jogos: 341 jogos de 1931 a 1945 Estreia: 23/08/1931 Palestra Itália 0x0 Comercial de Ribeirão Preto-SP – Amistoso Despedida: 30/12/1945 Palmeiras 3x3 Corinthians-SP – Amistoso *** O maior vencedor de títulos Paulistas pelo Palestra - Palmeiras: 7 Paulistas mais o Extra de 1938
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Títulos Paulistas
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“Quitinha” Por Iolanda Minitti 1941
JUNQUEIRA! JUNQUEIRA! JUNQUEIRA! Quantas vezes este brado sacudiu nossas Praças de esportes! E o público emocionado acompanhava as calmas jogadas do “Homem Elástico”, que na zaga esquerda, tanto palestrina como paulista, deixava “tontos” ponteiros e meias contrários. Junqueira é indiscutivelmente o protótipo do futebolista. Não foi ele – infelizmente – contaminado pelo “vírus” do convencimento, como muitos outros campeões. Além de “Mago da Pelota” é rapaz muito simpático e de fino trato.
Vamos procurar descrevê-lo: alto, porte soberbo, tez moreno, cabelo aloirado, ligeiramente ondulado, dentes alvos, olhos “castanhos vivos”, em que se lê perfeitamente uma de suas maiores virtudes: a franqueza. Por um dever de lealdade, porém avisamos às nossas leitoras que “Mestre” Junqueira não é solteiro... Há sete anos é o marido modelar da virtuosa sra. Maria Aparecida Orsi. Portanto... quem avisa amigo é...
Encontramos “Mestre” Junqueira no Parque Antártica, por ocasião do treino costumeiro dos palestrinos. Ao saber que desejávamos entrevistá-lo, colocou-se a nossa disposição.
José Junqueira de Oliveira, vulgo “Quitinha”, é natural de Vargem Grande, neste estado, onde veio ao mundo, em 26 de fevereiro de 1910. São seus progenitores José de Oliveira Costa e sra. Guilhermina de Oliveira. Mal sabia andar e já se entusiasmava pelo futebol. Quando pegava numa bola, não havia santo que a fazia largar. Estava trabalhando para ser campeão; jamais poderia fugir ao que deveria ser, e não fugiu, para gáudio de seus “fã”. Aos 12 anos, iniciou-se de vez, quando entrou para o quadro Ginásio Diocesano de Botucatu, onde permaneceu por bem 4 longos anos, sempre como “back” direito. Transferiu-se para Araraquara, passou a defender as cores do Mackenzie College, sempre na mesma posição. Ali permaneceu dois anos e meio. Depois, foi o nosso “Junca” para o Paraná onde ficou sem contato com a bola quase três anos. Tende fixado residência na terra dos pinheirais, desinteressou-se (aparentemente) do “pébol”. Quem o descobriu foi o pranteado cav. Ernesto Giuliano, um dos palestrinos da velha guarda, que convidou-o à treinar no alvi-verde.
Nesse tempo, 1931 era Bianco Spartaco Gambini, o popular “gorrinho vermelho” o treinador do Palestra. Sendo Loschiavo zagueiro direito titular, foi Junqueira deslocado para a esquerda, onde se adaptou perfeitamente , conseguindo “abafar”, como se diz vulgarmente. Durante dois anos, formou a zaga alvi-verde com Loschiavo. Em 1933 Carnera ingressou nas fileiras palestrinas, e daí, surgiu a mais famosa zaga brasileira de todos os tempos, e que até hoje é a mais firme dos nossos campos: CARNERA-JUNQUEIRA.
Perguntamos quantas vezes Junqueira foi campeão... ao que ele nos retrucou: “Fui tri-campeão para meu clube 32, 33 e 34: em 33 além de ser Campeão Paulista, fui campeão brasileiro e inter-estadual. Portanto, num ano, três vezes campeão. Em 1936, novamente o Palestra conquistou o título, e agora, em 1940 também sagrou-se Campeão Paulista. Junqueira, pois, como se vê, já foi sete vezes campeão. É conta de mentiroso mas é verdade.
Indagamos nosso grande zagueiro, o que ele pensava do atual campeonato, e ele respondeu com toda franqueza: “Para falar a verdade, começamos muito mal, pois estamos em terceiro lugar com três pontos perdidos. Nossa entrevista estava por findar, quando arriscamos mais uma pergunta: Como se acha no Palestra?
“Contentíssimo. Todo mundo é camarada. Cada dia que passa , mais satisfeito me sinto no Palestra Italia onde espero e conto permanecer no mínimo por mais dez anos...”
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Por Vicenzo Ragognetti 1943
Há dias, na sede do Palmeiras, ex-Palestra, a melhor sede dos clubes bandeirantes, ao lado da sua arquibancada social, inaugurou-se o busto de José Junqueira de Oliveira, o Quita de todos os palestrinos, o mais “velho” defensor da camiseta verde.
O fato não é novo. Também o Corinthians tem o busto do seu jogador mais querido, o que nunca trocou de camisa, o incrível Neco, pulsante e vibrante, que incarna o tipo completo do jogador corintiano.
Mas o caso de Junqueira, há uma grande singular novidade: o busto de Neco foi feito para um jogador amador. No tempo de Neco não havia profissionalismo no nosso País, e, por conseguinte, não havia gordas luvas, sedutores contratos, gostosos ordenados, e, sobretudo, gulosos prêmios para cada vitória difícil. Conhecendo, como conheci, o Neco dos meus tempos, creio eu, que bem dificilmente ficaria no Corinthians.
Entretanto, Junqueira entrou para o profissionalismo em plena forma, em pleno vigor das suas forças físicas, em plena eficiência no seu lugar escabroso de zaga, ficou no Palmeiras, sossegado e tranqüilo, com seu eterno sorriso de bonachão imperturbável, entre os palestrinos de todos os tempos, sem levantar uma queixa, sem exigir coisas de outro mundo, sem “vender-se caro”, aproveitando da situação e da necessidade implemente do clube. Portanto, Junqueira, dentro do Palestra, primeiro, depois dentro do Palmeiras, tornou-se um símbolo. Lendário símbolo do jogador perfeito do alviverde: Pode o clube trocar de nome, mas ele Junqueira, não trocará de camisa.
Eu sei, pessoalmente, de alguns episódios da carreira de Junqueira. Quase “encostado” no quadro pois a zaga de Carnera e Beglionini estava em grande forma, o Junqueira seguiu para a Bahia, na excursão que realizou vitoriosamente, há alguns anos, na qualidade de reserva. Estava sem contrato e com muita vontade de jogar. Conseguiu tomar o lugar de Beglionini no segundo tempo de um encontro qualquer, pois o titular se machucara. Junqueira assombrou os baianos. Jorge de Abreu, médico baiano e esportista de lei, depois do jogo, conversando comigo, me perguntou qual a razão o melhor “back” que tínhamos estava na reserva. Expliquei-lhe como pude a tal razão... Soube-se que o homem estava sem contrato. Foi assediado por todos. Fizeram-lhe as melhores propostas, também em nome de clubes do Rio de Janeiro, que, naquele tempo, era melhor “ambiente” financeiro para profissional de futebol.
O Junqueira dirigiu-se para meu amigo Caetano Marengo, que chefiava a turma: “Olhe, dão um jeito de arranjar o meu contrato o mais depressa possível – elucidou o Quita – com qualquer dez contos de luvas, para que eu me possa livrar desses cacetes...”
Outro episódio. Jurandyr, que fora sempre ligado de grande amizade ao Quita, fazia “furor” em Buenos Aires. No clube portenho onde se encontrava, precisavam de um back. O Junqueira mais uma vez estava sem contrato. Jurandyr mandou-lhe um telegrama, em nome dos diretores do clube, oferecendo-lhe um contrato vantajosíssimo. Quita pegou o contrato, leu, cismou, meditou, e, depois, foi entregá-lo a Ítalo Adami, então presidente do alviverde, Ítalo, com aquela falsa displicência que o caracterizava, mas que esconde os olhos de amigo, a sua astúcia industrial, “lobo” esperto de negócios, torcendo os lábios finos; provocou-o – “Ora seu Ítalo!... – repicou Quita com seu costumeiro sorriso de latifundista “manquée” – Eu vou, somente se o Palestra não me quer mais”... Desta vez, foi Ítalo quem sorriu.
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Justa, portanto, a homenagem que a massa anônima – a melhor – do clube mais popular do Brasil, prestou a Junqueira, seu queridíssimo Quita, o jogador que durante a sua longa carreira somente vestiu duas camisetas: a do Palmeiras e a do Combinado Paulista. Mesmo neste ato de gratidão que o clube presta ao Junqueira, ele não “pesou”, pois o busto foi feito não as custas do clube, nem pelo gesto fidalgo de um diretor rico, mas com um ou dois, ou cinco cruzeiros de todos os palmeirenses.
Assim, mais que o bronze, Junqueira ficará no coração de todo o palmeirense para sempre!
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"Mestre Junqueira" Símbolo da Constância e Lealdade Por Iolanda Minitti 1943
Mais um ano que passa... mais uma glória que fica... E assim continua o Palmeiras, qual astro de primeira grandeza, a brilhar no firmamento do esporte paulista e brasileiro.
Quando nasceu era Palestra, depois, Palestra de São Paulo, e agora... Palmeiras Nome que simboliza a pujança e a poesia, recordando o célebre verso de Gonçalves Dias: "Minha terra tem palmeira onde canta o sabiá..." Mas simboliza a força. Por isso, tal qual a árvore que lhe empresta o nome, que tranquila e serena ostenta seu valor, desafiando a ventania e a tempestade, o alviverde do Parque Antártica (hoje parque das Palmeiras) também a tudo resiste intrépido e varonil.
Neste mês que o Campioníssimo completa mais um ano de vida, o 29º, todo coração palmeirense está jubilante. No dia 26, quando o clube do nosso sempre querido e venerado Enrico de Martino "ficará mais velho", precisamos prestar-lhe uma homenagem, o que fazemos na pessoa do seu dedicado e mais antigo defensor: JUNQUEIRA!
Muitas das alegrias que nossas cores tiveram, as devemos em grande parte ao esforçado "Quita" o símbolo da abnegação e amor à camisa esmeraldina. E por isso, do meu canto peço à vocês todos, amigos, que elevem seu corações ao Criador, pedindo para que faça Junqueira feliz, pois ele bem o merece.
Por isso milhares e milhares de palmeirenses que há por este imenso Brasil hão de dizer: "Obrigado Junqueira , muito obrigado. Nós te saudamos juntamente com o querido Palmeiras, nesta data gloriosa, símbolos que és de sua grandeza e poder".
De fato Junqueira veste a camiseta branca e verde há 12 anos, não tende defendido nenhum outro clube. É este exemplo fantástico de dedicação! Por tal motivo, e mesmo para satisfazer a vontade de muitos fãs resolvemos dar "dois dedos de prosa com o inconfundível zagueiro.
O querem que eu diga? já lhes disse milhares de vezes o que sinto: que aqui é minha casa, que vocês todos são minha família... que o Palmeiras é meu mundo. O que querem mais?
— Queremos saber Junqueira, se está contente com a homenagem que lhe vão prestar? "Creiam que estou emocionadíssimo. Mas, tratem de fazer logo, senão... outros jogadores me passarão a "perna".
— Como assim? "O Lima não faz 5 ou 6 anos que está aqui? O Canhotinho também não pertence ao clube de há muito? Por isso, tratam de fazer logo o "negócio". Depois sabe como é, estarei ainda por cima?".
— Diga que tal o novo quadro? seremos campeões? "O nosso quadro está ótimo. Aquele jogo contra S.P.R. estragou tudo... Mas também, pagamos logo com juros... Falar que vamos ser campeões é muito arriscado. Mas quem sabe... Não temos a cor da esperança? De todos os companheiros que tive, nunca poderia esquecer o Carnera, o mais leal, e dedicado amigo e companheiro. Nunca me dirigiu uma admoestação, nunca discutiu comigo, eu o estimo como irmão. senti demais sua saída do nosso onze. Ma, como cada qual procura o que lhe convém... só espero que ele seja bem feliz como merece."
— E os outros companheiros de zaga, que tal? "Oswaldo é o que no meu coração, substitui o Carnera. Há poucos meses que atuamos juntos e parece que já nos conhecemos a anos.
— Junqueira ainda pretende continuar jogando por muito tempo? "Continuo até o clube precisar de mim e os torcedores... "aturarem"...
— Ora, para nós você ainda está em plena forma, e há de jogar muito, salvo se mudar de clube." Junqueira fica sério e diz: "Não brinca. Sempre fui cobiçado por vários clubes paulistas, cariocas e até argentinos, mas nunca deixei meu Palmeiras, pois me ufano em poder envergar sua gloriosa camiseta esmeraldina. Lá em casa todos são alviverdes, e, se um dia eu sair daqui, pobre de mim, dormiria ao relento. depois tenho medo da "praga verde". aqui iniciei, aqui fiquei reconhecido e famoso (salvo a modéstia). Meu ideal de vida, desde 1931, foi lutar, defender o Palmeiras, até minhas forças permitirem. E aqui encerrarei minha carreira, que alguns, bondosamente, qualificam de gloriosa."
Del Debio chama Junqueira para treinar e às pressas nó o indagamos: Quantas vezes você foi campeão? "Fui Tri-Campeão paulista, 32, 33, 34, campeão brasileiro e interestadual em 33. Novamente campeão paulista em 36 e 40, paulista e brasileiro 42." (Junqueira ainda foi campeão paulista de 44)
Novo apito, e Junqueira se apressa: "Diga que o "Quita" ainda quer continuar a defender o clube de seu coração, para pagar ao menos em parte, a grande dívida de gratidão que tem a Diretoria, associados e torcedores, que em si depositaram sua confiança."
******************************* E nós o saudamos incomparável "Mestre Junqueira", jogador que independente do profissionalismo, defende o ideal: o Palmeiras !
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Busto em homenagem a Junqueira ofertado por anônimos torcedores em 1943
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Por Fernando Galuppo 2010
Defesa que ninguém passa. Com certeza, quando Antonio Sergi criou essa belíssima estrofe para o hino imortal da gloriosa Sociedade Esportiva Palmeiras, ele se inspirou na figura serena e impávida de José Junqueira de Oliveira.
Cheio de brio e ainda garoto, com apenas 21 anos de idade, Junqueira vinha do interior paulista para estrear na equipe principal do Palestra Itália em 1931 para, enfim, por ordem na defensiva alviverde que sentia as ausências de Amílcar Barbuy e Bianco Spartaco Gambini que se aposentavam para o futebol no final dos anos 20. Bianco, por sinal, foi o treinador que deu a oportunidade ao garoto. Com seu olho clínico e conhecimento apurado da posição, acertou em cheio.
Com um estilo clássico, Junqueira não demorou para firmar-se na posição e não mais sair. Foi uma história de amor incondicional que durou por mais de 14 anos. Foram 341 jogos e nenhum gol marcado. Muitos salvos. Por sinal, o mais emblemático e que ficou eternizado no coração dos palestrinos-palmeirenses foi diante do rival Corinthians, no primeiro turno do Campeonato Paulista de 1942 no estádio do Pacaembu.
Junqueira, simplesmente, salvou um gol que decretaria a vitória a favor dos alvinegros em cima da linha aplicando uma “bicicleta”! Sim, senhores. De bicicleta ele tirou a bola que ia atravessar a meta palestrina.
Enquanto o atacante Leônidas é decantado em prosa e verso por seus feitos com a jogada mágica, poucos se recordam de que Junqueira era um perito no assunto, tal qual o “Diamante Negro”, mas com objetivo inversamente proporcional. O defensor palestrino usava esse artifício para proteger a retaguarda alviverde. Por essas e outras, ficou conhecido entre os esmeraldinos fervorosos como o “Mago da Bola”.
É, até hoje, o jogador palmeirense que mais vezes sagrou-se Campeão Paulista. Foram sete conquistas estaduais. Predestinado, foi um dos heróis da célebre equipe de 1942, na Arrancada Heróica, quando o Palestra passava a chamar-se Palmeiras, no dia 20 de setembro daquele ano. Na ocasião, foi um dos escolhidos para entrar a frente da equipe com o pavilhão nacional.
Em sua carreira, teve grandes companheiros de zaga: Carnera, Loschiavo, Cambon, Volponi, Begliomini, Celestino, Osvaldo, Palante e Caieira.
Profissionalmente, pendurou a chuteira em 1945. Mas não resistiu e voltou a correr atrás da pelota pela última vez em 1946, quando foi campeão da Taça Cidade de São Paulo com a equipe de veteranos do Palmeiras, na vitória por 1 a 0 diante dos veteranos do São Paulo, no estádio do Pacaembu. Ali foi o ponto final. Coroava, assim, a sua trajetória nos campos da forma como começou: conquistando títulos!
Nesse mesmo ano de 1946, atuou em 12 jogos como treinador da equipe principal do Verdão, fazendo dupla com outro gigante imortal da história palestrina: Oswaldo Brandão.
De 1947 a 1949 foi o treinador da equipe amadora do Palmeiras. Conduziu os amadores do Verdão aos seguintes títulos: Campeão Paulista da Divisão Extra Amadora – FPF (1947 e 1948). Campeão Paulista Amador – FPF (1947). Campeão Amador do Estado – FPF (1947). Revelou talentos na base, como Dino Sani e Gino Orlando.
Serviu ao Palmeiras até o fim dos seus dias, com amor, fé e desprendimento inabaláveis. Por sua dedicação as cores alviverdes, foi imortalizado pelos dirigentes palestrinos com um busto de bronze nos jardins do Palestra Itália.
Para sempre, Junqueira será lembrado como o maior exemplo de palestrinidade. Para sempre, Junqueira renasce no coração da gente alviverde! Para sempre, a sua alma brilhará sobre o Palestra Itália num verde intenso! Para sempre, Junqueira será o Guardião Esmeraldino!
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