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Copa Rio - 1951
Em janeiro de 1951, o periódico brasileiro O Globo Sportivo noticiava em destaque que o presidente da FIFA, Senhor Jules Rimet, concedera apoio incondicional ao torneio a ser realizado no Rio de janeiro. Para tanto, nomeava oficialmente o engenheiro Ottorino Barassi, secretário geral da entidade, para o Comitê Organizador do Campeonato Mundial de Clubes Campeões. A importante matéria vinha assinada pelo jornalista francês Albert Laurence - integrante do L 'Equipe e do France Football, ambos da França.
A indicação de Ottorino Barassi comprovava a participação e o entusiasmo de Jules Rimet com aquela competição. Sem.dúvida, Barassi era o mais experiente dirigente da entidade para organizar uma competição oficial e internacional, já que havia sido presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo da Itália em 1934 e peça fundamental para a realização da Copa do Mundo de 1950, no Brasil, a primeira após os dramáticos anos da II Grande Guerra Mundial.
Por outro lado, a escolha do Brasil como sede do Primeiro Campeonato Mundial de Clubes, em decisão da própria FIFA, sinalizava que se esperava repetir o sucesso técnico e financeiro da Copa do Mundo de 1950, realizada neste país. Os critérios então utilizados para a seleção das equipes - maiores centros futebolísticos do mundo e somente clubes campeões, com tradições internacionais garantiram, por antecipação, o sucesso técnico e financeiro da competição.
Para assegurar a qualidade técnica das partidas, a FIFA e a CBD oficializaram que a SUPERBALL seria a bola de futebol do campeonato, repetindo a decisão da Copa do Mundo de 1950. Assim, Primeiro Campeonato Mundial de Clubes de 1951 contou com a participação de oito times, divididos em duas chaves de quatro: Vasco da Gama - Brasil, Áustria Viena - Áustria, Nacional - Uruguai e Sporting - Portugal, com sede no Rio de Janeiro; Palmeiras - Brasil, Juventus - Itália, Estrela Vermelha - Iugoslávia e Olympique - França, com sede em São Paulo. Inclusive, este mesmo número de agremiações, as cidades sedes e o modelo de disputa seriam novamente adotados pela FIFA no Campeonato Mundial de Clubes do ano 2000.
O
entusiasmo para participar desta competição era tanto que a Associação
Uruguaia de Futebol suspendeu o Campeonato Competência durante o período
de 25 de junho a 27 de julho para que o Club Nacional de Football
pudesse representar à altura o título conquistado na Copa de 1950,
conforme ata do dia 15 de junho de 1951, assinada por dirigentes de
todos os clubes da primeira
Na época, todos apontavam o Vasco como o grande favorito da Copa Rio. E por isso mesmo houve uma surpresa geral quando o Palmeiras eliminou o Vasco da Gama, que havia sido apontado pelo técnico do Áustria como "uma máquina de jogar futebol". A final, em dois jogos, ficou então para ser disputada entre Palmeiras e Juventus. Os palmeirenses conseguiram vencer um e empatar o outro conquistando assim a Copa Rio, primeiro campeonato mundial de clubes. Fontes: Monografia Copa Rio - Clubes Campeões,1972 |
Campeões de 1951
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Técnico 248 jogos |
Meia-Direita 70 jogos - 1949/1954 |
Ponta-Esquerda 264 jogos - 1943/1953 |
Médio 286 jogos - 1951/1958 |
Goleiro 80 jogos - 1951/1956 |
Meia-Esquerda 241 jogos - 1949/1955 |
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![]() Lima |
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Zagueiro 145 jogos - 1951/1954 |
Meia 458 jogos - 1938/1954 |
Atacante 229 jogos - 1951/1955 |
Centromédio 127 jogos - 1950/1953 |
Goleiro 351 jogos - 1941/1954 |
Meia, Atacante 64 jogos - 1951/1953 |
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Meia-Direita 39 jogos - 1951/1954 |
Ponta-Esquerda 221 jogos - 1950/1955 |
Zagueiro 128 jogos - 1950/1954 |
Zagueiro 148 jogos - 1949/1954 |
Médio 224 jogos - 1945/1952 |
Médio, Zagueiro 601 jogos - 1941/1958 |

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Data: 22 de julho de 1951 Local: Estádio do Maracanã Placar: Palmeiras 2 x 2 Juventus Árbitro: Gaby Tordjman - França Renda: Cr$ 2.783.190,00 Público: 100.093 (82.892 pagantes) Gols: Rodrigues e Liminha Gols: Praest e Boniperti. |





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Juventus Gols






Comemoração no Rio e chegada a São Paulo
Recepção Condigna à Embaixada Palmeirense
Os esportista de São Paulo receberam condignamente a delegação do Palmeiras. Foi uma apoteose verdadeira. Não há lembrança mesmo na história do esporte paulista recepção equivalente. Grande multidão aguardava a chegada dos heróis do esporte brasileiro. desde a Estação Roosevelt até o Parque Antártica o povo se aglomerava em toda parte. As ruas estavam apinhadas; as sacadas dos edifícios totalmente lotadas; havia gente sobre os muros, trepados nas árvores ou nos cartazes de propaganda; acompanhavam o enorme corso caminhões superlotados, carros particulares e de aluguel (táxi); o trânsito ficou impedido. Tudo isto para saudar aqueles jovens esportistas e comemorar uma vitória de gala. Pequeno foi o Parque Antártica para tanta gente que aguardava numa expectativa fantástica os lídimos vencedores da "Copa Rio".
A pesar da noite fria, muito fria - crianças e senhoras, senhoritas e homens - saiam às ruas para aplaudir com frenesi a Jair, Canhotinho, Villa, Fábio, Juvenal, Aquiles, Túlio, Lima , Rodrigues, Salvador, Dema, Liminha, Fiúme e a todos os componentes da delegação do alviverde. Impressionante o espetáculo que assistimos. A multidão queria ver, cumprimentar e tocar naqueles heróis do futebol brasileiro.
Monumental recepção tiveram os palmeirenses. Grande foram os paulistas. Generosa a sua gente. Gente que se não cansou de aplaudi-los em agradecimento pelo que haviam conquistado.
Estamos reabilitados do fracasso de 16 de Junho de 1950, em que perdemos por excesso de otimismo a oportunidade de sermos os legítimos campeões do mundo.
Coube a Sociedade Esportiva Palmeiras agora a tarefa de nos redimir.
Este feito é mais uma prova de que somos realmente os maiores futebolistas. E que futebolistas!...
E agora podemos dizer: Somos os Legítimos Campeões do Mundo.
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Texto de José Guedes Torino - VIDA ESPORTIVA PAULISTA - 1951


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Salve Palmeiras Campeão do Mundo
Texto: Dario Lorenzo, escrito em 1951..
Sabe Engrandecer a Pátria, foi esse o "slogan" que Mario Polo, em seu discurso após o retumbante triunfo palmeirense, deu ao tradicional alviverde do Parque Antártica.
Honrar a terra natal, pode-se por maneiras várias e dentre elas pelo esporte, em suas múltiplas modalidades. Sejam, pois prestadas todas as homenagens ao Palmeiras e a seus briosos jogadores que não mediram esforços para honrar nosso Brasil, alcançando o primado futebolístico do orbe e destarte desforrando a desilusão sofrida na última Copa do Mundo, de nós, imerecidamente, arrebatada pela sorte adversa.
A vós expoentes vitoriosos de nossa forte e gloriosa mocidade esportiva, que tão alto elevastes o nome de nosso país, a sincera gratidão, o aplauso entusiasta de todos os brasileiros que ora vos envolve como uma bênção da própria pátria. Vós, denodados heróis do esporte, gladiadores da paz, viril mocidade do Palmeiras demonstrastes qual a nossa têmpera, demonstrastes nosso poderio, prestigiando-nos perante o mundo. Fizestes ver a supremacia da educação esportiva da forma e sobretudo do espírito, motor do universo, mola propulsora da humanidade, de nossa gente.
Continuai firmes: Marchai para sempre novas e mais retumbantes vitórias, com a vossa inquebrantável fé e ardente esperança, para o triunfo das cores palmeirenses que, são, outrossim, as mesmas que figuram no querido Pavilhão Pátrio.

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22 de julho, Palmeiras Campeão
José Victor M. de Oliveira