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Por João Mansur
........Mas não
satisfazia ainda aos palestrinos.
O que
eles queriam era "sua" "Arena”.
Nestes tempos de alta tecnologia se fala em Estádios, pois a palavra “Arena”
ainda está muito longe da realidade das terras tupiniquins, ainda mais a
alcunha “Arena Multiuso”.
Outros clubes mal possuem um campo de futebol, alguns com grandes dimensões
para a platéia, mas sem conforto, outros com campos pelados que mal servem
para treinos e jogos amistosos.
Mas o Palestra Itália queria uma “Arena” por si.
E a queria a primeira, a melhor, a mais moderna e inovadora, bem localizada,
em posição de futuro - apto para construções grandiosas - e apta para receber
como anfitriã a maior festa do futebol, a Copa do Mundo.
Os dirigentes palestrinos de então, como aliás todos os dirigentes
esmeraldinos de ontem até hoje (e, esperamos também para o futuro) ao que
parece, assumindo o cargo, assumiram - provavelmente sem o querer - umas
características... dannunziane".
No Palestra Itália tudo devia e deve ser (e é oportuno que assim seja) de real
valor, pelo menos... prata de lei. Por isto os alviverdes (e vermelho) só
queriam coisa além da medida comum, nada de mais ou menos, tudo do melhor.
Surgiu então, conforme dissemos, a miragem da
“Arena Palestra Itália”.
A enorme construção desconjuntada e remendada ao longo dos seus gloriosos 93
anos de existência, delimitada, pela rua Turiassu, avenida Francisco Matarazzo
e Rua Padre Antonio Thomaz seria palco da maior transformação que irá
transformar a paisagem da cidade “Locomotiva da Nação”, a nossa São Paulo.
No centro desta imensa área onde se encontra o glorioso Estádio "Palestra
Itália" começa a nascer um empreendimento imobiliário de características
ímpares, como somente o Palestra Itália seria capaz de fazer – INOVADOR.
Mas quando o projeto "Arena" surgiu na mente dos esmeraldinos, foi como se
aquele Estádio, por direito divino, já estaria fadado a se transformar no
centro de convergência esportiva que merece o Palestra Itália.
Para tratar de viabilizar o projeto, foi nomeada uma Comissão composta pelos
senhores:
Carlos Bernardo Facchina Nunes, Salvador Hugo Palaia e Jose Cyrillo Jr.
Interpelados pela maior empresa imobiliária do Brasil (nada no Palestra pode
ser com o segundo, temos que trabalhar sempre com os primeiros) estes
responderam que o Palestra Itália poderia ser palco de uma parceria ímpar e
que aceitavam uma parceria duradoura e voltada para o futuro, para a cidade,
para o Brasil 2014.
- Preço? .......Trezentos Milhões de Reais
Os empresários imobiliários pensaram e ainda refizeram as contas, onde seria
importante não somente a construção da Arena, mas também, a remodelação deste
quase secular Clube, como forma de retribuição de uma parceria duradoura, ou
como poderíamos comparar, um “casamento”.
Outros poderiam ficar impressionados, não eles que raciocinavam em função e em
razão do "Grande Palestra Itália".
E não era não megalomania: era apenas senso consciente dos deveres que a
tradição milenária impunha aos que queriam agir em função daquele nome:
Palestra Itália
E era também o sentido de oferecer a São Paulo e ao Brasil, em nome da
Coletividade Italiana paulista, algo que realmente fosse digno da Capital e da
"colônia".
O obstáculo não era o dos trezentos milhões, era sim o de ter o consentimento
do Conselho Deliberativo.
Para esse empreendimento foi escolhido um grupo de jovens palestrinos que
durante 2 longas semanas fizeram explicações detalhadas do projeto a cada um
dos conselheiros e também aos sócios desta imensa coletividade.
Estes jovens encontraram algumas resistências e muitas palavras de alegria,
apoio e espanto.
De um modo geral, o Conselho Deliberativo se comportou como “gentleman” que
esperava encontrar no seu interlocutor, um caminho para o futuro.
O Conselho, de alta classe e "signore" na acepção da palavra, não se fez de
rogado.
Já estava a par do que era e do que queria ser o Palestra Itália e sem
titubear concordou com os palestrinos que iniciaram esta empreitada na década
de 1990.
Em 30 de junho de 2008 na sede social do Palestra Itália à rua Turiassu foi
realizada uma Assembléia Extraordinária para se tratar da reforma e ampliação
do Estádio Palestra Itália e sua transformação em Arena Multiuso, a primeira a
respeitar integralmente os padrões estabelecidos pela FIFA em todas as
“Américas”.
A Assembléia, presidida pelo presidente do Conselho Deliberativo, o Sr.
Seraphim Carlos Del Grande, aprova a importante operação financeira e coloca
novamente o Palestra Itália em seu devido lugar, na modernidade.
Ao primeiro dia do mês de julho de 2008 o contrato entre a WTorre
Empreendimentos Imobiliários S/A e a Sociedade Esportiva Palmeiras, pode ser
assinado por ambas as partes.
O Palestra Itália entra definitivamente para a história do Brasil e seus
diretores, conselheiros e sócios, foram signatários desta página da história,
marcando assim uma geração, deixando seus nomes definitivamente na história do
Clube e preparando o próximo centenário desta Sociedade Esportiva.
Sinceros agradecimentos aos presidentes Carlos Facchina, Mustafá Contursi e
Affonso Della Monica Neto, que mantiveram este projeto vivo, ao longo de suas
gestões e hoje, podem se alinhar com grandes figuras como Mário Frugiuelle,
Paschoal Giuliano, Delfino Facchina, Ferrúcio Sandoli que viram e viveram o
Palmeiras em outra era.
Nunca se esqueçam:
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Quem fez o primeiro estádio de cimento armado ?
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Quem fez o primeiro estádio com alambrado ?
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Quem fez o primeiro campo iluminado em definitivo ?
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Quem fez o primeiro estádio com o campo suspenso ?
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Quem foi pioneiro em praticamente todas as modalidades esportivas ?
Não esqueçam, se não fosse o Palestra Itália, a cidade de São Paulo não teria
estádio para os campeonatos do final dos anos 10, pois o Velódromo foi
desativado e não existia campo para jogos, pelo menos com acomodações para o
publico.
O Palestra Itália, graças aos Cervo, Marzo e outros, conseguiu com as
Indústrias Matarazzo que os caminhões levassem as arquibancadas desmontadas
para a Água Branca, onde construíram um novo estádio para o campeonato
"nós sempre fomos nós, e
estamos voltando a ser".
Dá orgulho torcer pelo Palmeiras !!! Temos orgulho em ser Palestra.
“Que sabe ser brasileiro, Ostentando a sua fibra......”
A "Loucura do Século" XXI está consumada.
Texto: João Carlos
F. Mansur, inspirado no texto de Gino Restelli do livro:
1914 Palestra Itália - S. E.
Palmeiras 1959 |