.

NOSSA GLORIOSA HISTÓRIA TODOS JOGADORES DO PALESTRA - PALMEIRAS OS MAIORES ARTILHEIROS e ESTATÍSTICAS TÍTULOS DO FUTEBOL PROFISSIONAL TÍTULOS E TAÇAS DE OUTROS ESPORTES HINO - MÚSICAS - GOLS IMAGENS E FATOS DO EST. PALESTRA ITÁLIA MAIS DE 300 PÔSTERES PÔSTERES DE VÁRIOS ESPORTES CRÔNICAS e POEMAS PARCEIROS E ESPORTES ADEMIR DA GUIA CAMPEÃO MUNDIAL INTERCLUBES SUPER-CAMPEÃO CAMPEÃO DA COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA MASCOTES - BANDEIRAS - SÍMBOLOS OPINIÃO PALESTRINA PÁGINA PRINCIPAL FOTOS - JORNAIS - REVISTAS PALESTRINO ENVIE SUA HISTÓRIA E-MAIL IDOLOS E PAGINAS ESPECIAIS

 


Luigi Cervo, Vicenzo Ragognetti, Luigi Emanuele Marzo e Ezequiel Simone
, idealizaram a formação de um clube de futebol representativo da comunidade italiana e projetaram a criação do Palestra Itália. Os sucessos obtidos pelas apresentações dos clubes italianos Pro-Vercelli e Torino ao excursionarem a São Paulo, em 1913 e 1914, inspiraram e estimularam os idealizadores do Palestra. Mais que nunca, desejavam criar um clube de futebol que, em terras paulistas, congregasse a imensa colônia italiana. A partir desta idéia surgiu a seguinte carta no “Fanfulla”:

Pela formação de um quadro Italiano de Futebol em São Paulo.

São Paulo, 14 de agosto de 1914.
Egrégio Sr. diretor do  "Fanfulla":

Uma palavra apenas e para esta um cantinho no vosso jornal.  Eis do que se trata: alguns conhecidos futebolistas italianos, mas associados à clubes brasileiros, encarregaram-me de escrever-vos acerca de um projeto pôr eles ideado, entre dois  goles de café, fazendo-me então compreender que tal projeto o vosso jornal deverá se tornar o propugnador e o propagandista.

Nós temos em São Paulo - afirmam os referidos esportistas - o clube de futebol dos alemães,  dos ingleses, dos portugueses, dos internacionais e mesmo dos católicos e dos protestantes,  mas,  um  clube que seja exclusivamente de "sportmen" italianos, e sendo nossa colônia a maior do Estado, nada se tentou ainda realizar!

Futebolistas italianos que jogam bem encontram-se em  São Paulo, porque, de comum acordo, não reunimos os referidos senhores, e assim como  temos associações de remo, filodramáticas, mundanas, patrióticas, etc., etc., de estrutura italiana, poderemos também ter um  clube de futebol exclusivamente de italianos".
Ai fica a proposta dos futebolistas italianos; com vossa senhoria, diretor, o comentário.

Vicente Ragognetti.

Após à publicação desta carta, parece que se notou no seio da juventude da colônia, um imprevisto e maravilhoso despertar do entusiasmo pelo jogo do futebol, conseqüência da visita dos jogadores peninsulares no Brasil.

Cinco dias depois da publicação da referida carta, na mesma rubrica do mesmo jornal, em data de 19 de agosto, apareceu o seguinte comunicado:

PALESTRA ITÁLIA

Foi organizada uma diretoria provisória, para a formação de uma sociedade que será denominada Palestra Itália. A sociedade compreendera também a seção filodramática e dançante, uma seção esportiva objetivando a organização de um time puramente italiano para o jogo do "football".

Os aderentes, que. até ao momento se compõem de estudantes e empregados no comércio, reunir-se-ão hoje às 20 horas no Salão Alhambra, à rua Marechal Deodoro nº 2, com o fim de eleger a diretoria provisória e para a completa formação da sociedade. Este comunicado foi publicado sob os auspícios de funcionários da firma Matarazzo local, cujos elementos pertenciam ao elenco de sócios da sociedade Recreativa Bela Estrela, pertencentes ao partido da oposição. Desgostoso com a atitude da direção da "Bela Estrela", o grupo de empregados da Matarazzo pensou em retirar-se e formar uma sociedade dançante à parte com sua seção esportiva.

Sendo todos italianos ou filhos, de italianos; por proposta do Sr. Luigi Cervo, que chefiava, o grupo em questão, foi decidido denominar-se a sociedade que se pretendia fundar "Palestra Itália": Na noite de 19 de agosto de 1914; no salão Alhambra compareceram 37 pessoas de origem italiana ou de descendência italiana.

Foi convidado para presidente da reunião, o Sr. Ezequiel, servindo de secretario, o Sr. Luigi Cervo, que na qualidade de antigo esportista, educado no S. C: Internacional, podia ser considerado como o mais indicado organizador da sociedade futebolística italiana, então em vias de completa formação. Nessa reunião; foram lançadas as bases para a fundação do "Palestra Itália" e os Srs. Luigi Cervo e Luigi Emanuele Marzo, foram incumbidos de compilar o projeto dos estatutos que deveriam reger a sociedade.

A primeira assembléia geral foi realizada em 26 de agosto, noite em que deveria ser oficialmente proclamada a fundação da sociedade.

Por gentileza da atual diretoria, podemos aqui transcrever o texto da ata da histórica reunião. Ei-la:

“Presentes 37 sócios; conforme lista subscrita, o Sr. Ezequiel Simone foi, por unanimidade dos presentes, nomeado presidente provisório para, dirigir os trabalhos da presente assembléia”.

O Sr. Simone agradece e tomando posse do cargo; abre a seção às 9 horas, lendo a seguinte Ordem do Dia, para discutir:

1.° ‑ Leitura, da ata da seção preparatória.

2.° ‑ Discussão e aprovação do estatuto e de diversos regulamentos internos.

3.° ‑ Eleição do conselho deliberativo.

4.° ‑ Várias.

Aprovada por unanimidade, fala em primeiro lugar o Sr. Armando Rebucci, que indaga de que modo e com quais meios se deve constituir a biblioteca para a instrução intelectual. O Sr. presidente explica que a biblioteca será oportunamente organizada, com a colaboração de sócios que desejem oferecer livros a sociedade, com fundos sociais ou com subscrição.

Lido o capitulo 2.°, o presidente cede o posto ao secretario e propõe a anulação do artigo que fala dos sócios perpétuos, alegando que tal qualidade de sócios e mais para as sociedades, de mutuo socorro, do que para a nossa.

O Sr. Ragognetti, entretanto, opta pela admissão dos sócios perpétuos, sendo do mesmo parecer o Sr. Rebucci.

O Sr. Simoni insiste em sua proposta.

O Sr. Luigi Medici associa-se à proposta Ragognetti, tendo o presidente posto em discussão as duas propostas; resultando aprovada por maioria a proposta Ragognetti.

O Sr. Oberdan Zamboni, pede explicações sobre o parágrafo "F" do art. 4, relativo aos sócios correspondentes, sendo feita nova leitura, com a qual Zamboni se confessa satisfeito, sendo depois disto aprovada a proposta.

É lida a proposta 3a. Revisto § 6° do art. 7° ‑ Deveres dos sócios

‑ O  Sr. Ragognetti propõe que  a  quota   mensal  para  os  sócios,  efetivos seja de 5$000, quando no estatuto mencionava 3$000. O Sr. Rebucci associa-se ao Sr. Ragognetti, enquanto que alguns presentes optam pelos 3$000. Então o presidente põe em discussão o parecer, tendo a maioria aprovado a quota de 3$000. Discutiu-se depois a taxa de admissão de que trata o capitulo 6. Cervo propõe 5$000 como taxa de admissão, o que foi aprovado por 21 votos.

Lidos os capítulos. 4, 5, 6, 7 e 8, foram todos aprovados por "unanimidade.

Finalmente, o presidente submete ainda uma vez à aprovação o estatuto, com as modificações feitas, sendo o mesmo aprovado por unanimidade.

O Sr. Rebucci pede a palavra e propõe um voto de aplauso aos que compilaram o estatuto.

0 presidente não concede a discussão por tratar-se de assunto concernente as várias, e, de acordo com os presentes, pede a aprovação do regulamento a juízo do futuro conselho.

Procede-se então à eleição do conselho deliberativo, por escrutínio secreto. Votaram 34 presentes.

É eleita a seguinte diretoria :

Presidente, Ezequiel Simone (28 v.); vice-presidente, Luigi E. Marzo (unan.); secretário, Luigi Cervo. (unan.); vice-secretário, Antonio Aulicino (unan); revisores de contas, Guido Giannetti, Oreste Giangrande, Armando Rebucci; (todos por unanimidade) ; tesoureiro, Francisco de Vivo (33 v.); 1º mestre-sala, Alvaro F. Silva; 2º mestre-sala, Francisco Morelli; inspetor de sala, Francesco Cilento e Adolfo Izzo; diretor esportivo, Vicenzo Ragognetti (32 v.).

O Sr. presidente e depois o Sr. Luigi Cervo, agradecem aos presentes a confiança neles depositada, prometendo fazer o possível, mesmo com sacrifícios, para que o Palestra Itália ocupasse o primeiro lugar entre sociedades congeneres, como digna do nome que leva e que invoca a pátria distante. Em vista do adiantado da hora, e nada havendo de importante a tratar, o presidente dá a seção por encerrada, às 24 horas e 55 minutos.

Aprovada por unanimidade de votos.

São Paulo, 7 de outubro de 1914.

O presidente (assina) - Ezequiel Simoni.

O secretário (assina) - Luigi Cervo".

Assim, oficialmente, na noite de 26 de agosto de 1914, foi proclamada a fundação do "Palestra Itália".

Texto: Tomás Mazzoni  do livro História do Futebol - 1950

.

Leia Homenagem de Vicenzo Ragognet a Ezequiel Simone

.


Luigi Cervo.  O grande idealizador da Societá Sportiva Palestra Itália atual Sociedade Esportiva Palmeiras, jovem, com menos de 18 anos, sonhador, esportista, praticava futebol no S. C. Internacional da Capital e no Clube Espéria. Funcionário das indústrias Matarazzo, teve total apoio de seus patrões para fundar um clube para Colônia Italiana. Após expor suas idéias teve adesão de muitos colegas. Soube controlar, como poucos, as conturbadas reuniões que sucederam a fundação do Clube. Foi Secretário na primeira diretoria do Palestra Itália. Franzino na estatura mas um gigante na alma.

Vicenzo Ragognetti. Com 13 anos, estudante do Mackenzie, amante do jornalismo e boêmio. Ragognetti foi o responsável por escrever a carta ao Jornal Fanfulla conclamando a colônia italiana para formação de um clube de futebol intitulado Palestra Itália. De forte personalidade, defendia suas opiniões veementemente em calorosos debates. Era parceiro de Luigi Cervo.

Ezequiel Siomone. Admirador do futebol encantou-se com a visita dos times italianos ao Brasil em 1914. Homem maduro, apoiou de forma plena a Luigi Cervo na criação do Palestra Itália. Por sua experiência foi nomeado Presidente do Palestra Itália. Devido ao seu relacionamento conturbado com alguns integrantes da diretoria afastou-se do cargo, mas não do clube; esteve presente quando necessário.

Luigi Emmanuele Marzo. Circunspeto e intelectual. O mentor de grandes idéias, organizou as primeiras diretrizes do Palestra Itália. redigiu o primeiro estatuto, foi vice-presidente na primeira diretoria.
 

Veja a Galeria de Fotos dos Presidentes do Palestra / Palmeiras

 Ata de Fundação

Estatuto Capa

Estatuto Folha 2

Estatuto Folha 3

Estatuto Folha 4

04-Ata_de_Fundação.jpg (72871 bytes)

05-STATUTO1.JPG (39374 bytes)

06-STATUTO2.JPG (37390 bytes)

07-STATUTO3.JPG (58819 bytes)

08-STATUTO4.JPG (64630 bytes)

 

 

 

 

 

O Palestra organizava torneios no campo da Rua Major Maragliano, Vila Mariana, para definir o primeiro elenco de jogadores - equipe principal e segundo quadro  -  A imagem abaixo é do jogo de 8 de novembro de 1914. A equipe atuava com o uniforme que seria usado no primeiro jogo contra o Savóia de Votorantim.


Taça Savóia
A número 1

Votorantim, 24 de janeiro de 1915

Palestra Itália 2  x  0 Savóia

1 - Bianco  - Primeiro gol da história, cobrando falta.
2 - Alegretti - Cobrando pênalti.

Savoia: Culbert. Ferreira e Silveira. Gibi. Zecchi e Fredrich.
             Imparato I. Cardoso. Ferreira II. Imparato II e Pinho.

Palestra: Silitiano. Bonato e Fúlvio. Police. Bianco e Vale. 
              Cavinato. Fiaschi. Alegretti. Amílcar e Ferré.

 

Estádio: Castelões, Sorocaba - São Paulo

 

Árbitro: Sylvio Lagrecca .......................................................


Imagem do Primeiro jogo  e  Bianco Spartaco Gambini; autor do primeiro gol do Palestra Itália*


Sociais do Estádio Castelões, Sorocaba - SP
.

No dia 24 a comitiva palestrina reuniu-se bem cedo na velha estação da Sorocabana. Um número grande de sócios e suas esposas acompanhavam a delegação. Em Sorocaba, uma festa de recepção aos visitantes;.banda de música, centenas de peninsulares e descendentes brasileiros lá radicados receberam os visitantes. Almoço festivo e depois rumo a Votorantim, na época parte integrante do município de Sorocaba.

Muita gente em volta do campo. O Savóia era famoso no interior paulista, primeiro tempo sem gols com o Savóia  jogando melhor. No 2º tempo cansaram-se os savoianos. Os Palestrinos atacavam mais, cada vez com mais entusiasmo e Bianco, cobrando falta, faz o 1ª gol da história do Palestra Itália. Um minuto a mais e cobrando penal, Alegretti faz o 2º gol. Quando o arbitro Silvio Lagrecca apitou o fim da partida o Palestra era o ganhador por 2 a 0. Delírio entre os componentes da caravana, na volta a alegria foi contagiante. Assim o Palestra da início à sua vida futebolística, com uma vitória.

 

*Imagens cedidas por Airton Pan

 


Foto oficial da apresentação do "Primeiro Quadro" do Palestra Itália.
Podemos observar que os jogadores estão em traje de passeio, exceto
o atleta Bonato que está com a camisa que seria usada
no primeiro Campeonato Oficial, 1916.

 


Primeiro Jogo Oficial - APEA

Com o afastamento do Scottish Wanderrers o Palestra Itália foi convidado a participar do Campeonato Paulista  de 1916. Dizem que faltou vinho naquele dia em São Paulo.

 


 A camiseta verde, com uma grande faixa central branca, punhos e golas também brancas. No peito, o distintivo, quase em triangulo, vermelho, com a cruz de Savóia, em branco, no centro. Foi com esse uniforme que o Palestra estreou em jogos oficiais e disputou suas primeiras partidas. Com ele disputou o primeiro campeonato paulista, em 1916. Mas em 1917 houve a modificação. Neste ano toda a camiseta passou a ser verde, com os punhos e golas brancas. O distintivo foi mudado também. Desapareceu a cruz de Savóia. Seu formato passou a ser um círculo, orlado de vermelho. No centro, ao alto, um círculo menor, branco. Dentro desse círculo menor, o antigo triangulo, em verde, com as letras "P" e "I" entrecortando-se em branco. Foi assim até 1942, quando, após a mudança de nome para Palmeiras, desapareceu o vermelho, ficando apenas o verde e o branco, com a letra "P" no centro, indicando a inicial do nome do clube.

 

Veja: Hino do Palestra Itália, 1918

 


Primeiro Título
Campo da Floresta, 19 de dezembro de 1920
Campeonato Paulista - Jogo Extra

Palestra Itália 2 x 1 Paulistano




Leia mais:  Palestra Itália,  da Fundação ao Primeiro Título

.

Sede

.

Aqui, neste edifício de esquina da Rua São Bento com a Praça Antonio Prado, o Palestra Itália tinha sua sede em 1920. Depois de adquirido o Parque Antártica, o clube já não podia prescindir também de instalações sociais condizentes com o seu progresso sempre crescente.

 

O escudo palestrino estava permanen-temente exposto no balcão do sobrado, no ângulo entre a rua e a praça. Nos dias de festas e nos dias de jogos, a bandeira palestrina era hasteada no mastro da grande janela central.

 

Neste local o Palestra Itália festejou, ruidosamente, a conquista do seu primeiro título de campeão, em 1920.

 

 

Fonte: Periquito 70

 

Imagens da Sede Social - Clique para Ampliar

 


O Velho Parque Antártica, Hoje Estádio Palestra Itália,
Foi Sempre a Casa do Palmeiras. E Sempre Será.

Propriedade da Companhia Antártica Paulista, local de reunião dos paulistanos para piqueniques em fim de semana. No Parque Antártica havia campo de futebol que era cedido ao Germânia. Com a guerra, a situação ficou difícil e o Germânia foi obrigado a passar o campo para o América F. C., um clube que então se formava.


O América não podia arcar com as despesas de aluguel sozinho; o Palestra, que já levava grande público a seus jogos, interessou-se pelo local. E, em 1917, foi feito o contrato de aluguel, 500 mil reis por mês. Foi assim que o Palestra Itália se instalou no tradicional local e o América F. C. não demorou a desaparecer. O contrato, então, passou a ser direto entre o Palestra e a Antártica.

A gente Palestrina sonhava em adquirir o local. Os entendimentos para compra demoraram três anos para serem concluídos. Em 1920, precisamente no dia 27 de abril, o presidente Menotti Falchi assinava a escritura de compra do terreno por 500 contos de réis; sendo 250 contos no ato da compra e 250 contos em duas parcelas anuais. A escritura foi lavrada no Tabelião Veiga e o Palestra Itália ganhou casa própria.

 

Imagens* do Parque Antártica no início do século XX


imagens enviadas por Leco - Almanack Paulistano

 

Campeão Paulista de 1926 Invicto

Leia sobre - "Caso do nome Palestra Itália"


Pacaembu, 20 de setembro de 1942


Tela: Arrancada Heróica
 
 

Quando eclodiu II Guerra Mundial, aliada ao Japão e a Alemanha, a Itália se tornou inimiga do Brasil que apoiava as Forças Aliadas. No caso do Palestra Itália e de outras agremiações esportivas a solução seria a mudança de nome. Aos que não adotassem, a  ameaça do governo Getúlio Vargas seria  de tomar-lhes o patrimônio.
Inicialmente a direção palestrina tentou "substituir" a palavra Itália por São Paulo, passando-se a chamar Palestra de São Paulo. Não deu certo e tivemos que mudar de nome novamente. O São Paulo Futebol Clube, então uma equipe simples, sem estádio, sonhava com o fim do Palestra para adquirir todo seu patrimônio. Na noite de 14 de setembro de 1942, quando o diretor de esportes da cidade de São Paulo, por telefone, em nome de "entidades
superiores", exigiu uma vez mais a mudança de nome. A situação não poderia perdurar por mais tempo.  O Palestra de São Paulo, invicto até o momento, precisava de paz para ser dono de mais um título. E Mário Minervino encontrou a solução: a partir de 14 de setembro de 1942, o Palestra de São Paulo, antigo Palestra Itália passaria a se chamar Sociedade Esportiva Palmeiras, inspirado na extinta A. A. das Palmeiras; e retirou-se o vermelho do uniforme.
Por coincidência a primeira partida da Sociedade Esportiva Palmeiras seria a disputa do título Paulista com o São Paulo. Inconformado com a impossibilidade de ficar com tudo o que pertencia ao Palmeiras, a diretoria são-paulina criou um clima de hostilidade antes da partida. Diziam que os paulistas deveriam encarar os jogadores do Palmeiras como inimigo da Pátria.
Foi  quando entrou em nossa história Adalberto Mendes, militar sergipano apaixonado pelo nosso clube. Foi idéia dele que os jogadores entrarem em campo com a bandeira do Brasil. Quando entramos em campo o estádio por uns instantes se calou, mas em seguida aplaudiu efusivamente nossos atletas com o Coronel Adalberto Mendes à frente.
O jogo foi fácil, 3 a 1 e tivemos a satisfação de ver São Paulo deixar o gramado antes do fim da partida; impedindo a cobrança de pênalti e uma goleada maior. Naquela tarde de 20 de setembro de 1942 entrou para a história a famosa frase...

+  Leia: O Palestra Continua no Palmeiras!

+ Leia: entrevista com Adalberto Mendes
 

"O Palestra Itália Morreu Líder e o Palmeiras Nasceu Campeão"


Campeões de 1942
Del Debbio (Técnico). Zezé Procópio. Og Moreira. Junqueira. Oberdan. Clodô. Begliomini.
Del Nero. Cláudio Assumpção Cardoso / Preparador Físico. Odílio Cechine / Diretor.
 Cláudio. Waldemar Fiúme. Viladôniga. Lima. Echevarrieta.


+
Leia a crônica de Mauro Pinheiro de 1964 para A Gazeta Esportiva

+ Leia crônica para os Campeões

Palmeiras, Seleção Brasileira, Belo Horizonte, 7 de setembro de 1965
.


Primeira Academia
Valdir.  Servílio. Julinho. Waldemar. Ademir da Guia. Djalma Dias. Djalma Santos. Rinaldo. Ferrari. Dudu. Tupãzinho
 

Palmeiras ganha todos os Títulos disputados em 1972
Campeão Paulista, Invicto - Campeão Brasileiro - Torneio Laudo Natel - Torneio Mar Del Plata, Taça dos Invictos
Segunda Academia

 


Società Sportiva Palestra Itália  a  Sociedade Esportiva Palmeiras

 

 

                                                MCMXIV    -    MMIV





 


Arena Palestra
Um Ponto de Luz na Vida Esportiva

Por Fernando Galuppo
FORZA VERDÃO

Um salto quântico. Assim definiria a aprovação da Arena Palestra Itália. Um sonho palestrino há anos cultivado por todos que agora começa a se materializar.  A construção do novo estádio é sinônimo de vanguarda e vêm carregado de simbolismo.  Vejamos, pois, que cada era de ouro do futebol bandeirante pode ser contada através dos seus palcos.

No início dos anos 10 o Velódromo representava o epicentro do esporte bretão. Tão logo a cidade crescia e se transformava, bem como o gosto pela bola, o local foi dragado pelo tempo. Veio os anos 20 e 30 e com ele o eixo do futebol passou a ser o Estádio Palestra, que comportava os grandes eventos esportivos da paulicéia. Nos anos 40 surge o colossal Pacaembu. Que transformou toda a realidade do futebol do passado. Nele o melhor do futebol brasileiro e mundial desfilou as suas jogadas. A concha acústica e suas dependências estão vivas no imaginário de gerações. Nos anos 60 surge o Morumbi. E daí até os nossos dias, os grandes eventos do futebol da capital passaram a ser no gigantesco estádio Cícero Pompeu de Toledo.

Eis que se desvela sobre os nossos olhos um Século XXI ávido de modernidade. Cansado, o futebol pede um novo palco que atenda as necessidades do seu tempo. A briga não é mais por capacidade. Mas por facilidades. As formas arquitetônicas e a estética ocupam o lugar do concreto armado, da mesma forma que este veio a substituir as velhas arquibancadas de madeira. É a evolução. É o progresso. É o Palestra Itália. É o Palmeiras.

Neste gesto, ridicularizado por alguns, combatido por outros, o espírito palestrino Renasce. Como renascera em 1942. Forte e impávido. Integrando-se sem temer o novo. Com altivez, nobreza e racionalidade de suas mais elevadas hierarquias.

O estádio palestrino, orgulho de todos nós, é o primeiro passo que nos projetará a conquistas em todas as esferas. O sonho olímpico do alviverde florescerá. Os esportes como um todo ganharão impulso. Nas Américas seremos referência de bom gosto e qualidade, marcas estas que sempre são sinônimos da nossa querida instituição.

A inveja e a hipocrisia deixemos para quem as cultive. Pois, nós palestrinos, estaremos concentrados apenas na beleza e na contemplação que emerge do papel. Mesmo porque será na Arena Palestra -  a nossa casa - que conquistaremos mais Paulistas, Brasileiros, Sul-Americanos e Mundiais.

Um caminho de luz se abre para o glorioso alviverde. Os esportistas de boa fé hão de reverenciar sempre o gesto de toda uma coletividade. Como uma reação em cadeia, este ato ecoará por todo nosso continente. Muitos outros clubes terão as suas casas modernizadas. Mas nós palestrinos lembraremos sempre, com o nosso jeito peculiar de ser recoberto de defeitos e qualidades, que foi ali, na Rua Turiassu que nasceu o primeiro estádio do Século XXI. Mesmo porque, ser primeiro em tudo faz parte da nossa genética!

Entretanto, não nos esqueçamos dos nossos rivais. Eles tem  a sua parcela nesta história. Nossa grandeza só é plena graças à existência deles. Teremos o maior prazer em recebê-los em nosso estádio: lusos, alvinegros, tricolores e qualquer outro adversário. A nova Arena não é um mérito exclusivo dos palmeirenses. Será um bem para o futebol. Todos devem se orgulhar.

O Palmeiras é o escudo e a espada desta jornada cósmica que visa transformar a cultura esportiva num ambiente ainda mais plural e harmonioso, sem distinção e preconceitos de sexos, credos e raças. Onde a ignorância e a intolerância dêem lugar apenas à celebração de vitórias épicas e momentos de profunda confraternização!

É missão de fé de todas as gerações que carregam consigo a alma alviverde zelar pela ética palestrina expressa em obras como esta que simbolizam e resumem toda a nossa existência como entidade esportiva.

Parabéns a todos nós esportistas!

Parabéns a todos nós palmeirenses!

Leia[+]: A Loucura do Século


A Sociedade Esportiva Palmeiras e a WTORRE Arenas S/A, subsidiaria da WTORRE Empreendimentos Imobiliários S/A, assinaram o acordo para a reforma e ampliação do estádio Palestra Itália, em São Paulo no dia 1 de julho de 2008, que concretizará a primeira Arena multiuso da "América Latina", totalmente dentro dos padrões exigidos pela FIFA.
 

 

Curiosidade --  Leia fatos marcantes que aconteceram em agosto de 1914

Topo

José Victor M. de Oliveira