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Após oito anos de espera, os torcedores palmeirenses deram vazão ao seu entusiasmo. Desde 1951, a Sociedade Esportiva Palmeiras não vencia nenhum certame de futebol profissional. Mas, em 1959, a equipe dos periquitos não fez por menos. Começou vencendo os campeonatos, infantil, juvenil, amador e aspirante. O time principal, um verdadeiro esquadrão milionário, conseguiu, em um Supercampeonato empolgante, destronar o Santos F. C. No jogo final, com as duas equipes empatadas, o pé carioca de Romeiro chutou as últimas esperanças santistas. O periquito cantou de galo e a alegria explodiu.
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Ouça
os Gols da Final:
1º Gol -
Julinho
2º Gol -
Romeiro
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Elenco SupeCampeão de 1959
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Valdir Joaquim de Moraes 482 jogos
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Djalma Santos 498 jogos - 10 gols |
Valdemar Santos Figueira 584 jogos - 9 gols |
Aldemar Santos 207jogos - 2 gols |
Geraldo Scotto 352 jogos - 3 gols |
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Zequina - José Ferreira 417 jogos - 40 gols
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Chinesinho- Sidney Cunha 241 jogos - 55 gols |
Julinho Botelho 269 jogos - 81 gols |
Nardo - Leonardo Colella 160 jogos - 57 gols |
Américo Murolo 174 jogos - 97 gols |
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José Romeiro Cardoso 114 jogos - 62 gols
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Aníbal Saraiva Júnior 67 jogos |
Ari 35 jogos - 4 gols |
Osvaldo Lembo - Dicão 31 jogos |
Edson 57 jogos |
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Ênio Vargas de Andrade 138 jogos - 35 gols
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Flávio 37 jogos |
Géo - Geraldo da Rocha 103 jogos - 9 gols |
Ivan Palmeira 80 jogos - 7 gols |
João Jorge 5 jogos - 4 gols |
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Jorge dos Santos 183 jogos - 1 gol
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Antonio Parada Neto 71 jogos - 19 gols |
Paulinho 109 jogos - 42 gols |
Canhotinho- Milton Medeiros Auxiliar Técnico |
Osvaldo Brandão Técnico |

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| Julinho sagra-se Campeão Paulista pela primeira vez | Nardo comemora dentro das redes | Osvaldo Brandão carregado pela torcida |
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| A festa de Djalma Santos | Torcida comemora nas ruas | O choro de Julinho no ombro de Nélson Duque |
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O Gaúcho Chinesinho Sidney Colônia Cunha o Chinesinho foi o antecessor de Ademir da Guia no Palmeiras. Chegou em 1958 comprado do Internacional de Porto Alegre; na época, a transação foi uma das mais caras do futebol brasileiro, recorda Chinesinho. Ele foi decisivo na conquista do Supercampeonato Paulista pelo Palmeiras em 1959, quebrando um jejum de oito anos. Do Palmeiras Chinesinho foi vendido para o Modena, da Itália. Com o dinheiro de sua venda a equipe verde reformou o Parque Antártica construin-do o atual Jardim Suspenso. Em 1985, voltou para o Palmeiras para atuar como técnico, mas não foi feliz. Dirigiu o time por apenas 14 partidas. |
Palmeiras Comemora com o Símbolo do Santos: O Peixe
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O Peixe, símbolo do Santos F. C., serviu para comemoração dos jogadores do Palmeiras. Após um campeonato disputado a ferro e fogo, após um Supercampeonato empolgante e cheio de confusões, os palmeirenses foram à forra e desabafaram a alegria reprimida há oito anos. Na residência de Antonio Barone, poucos minutos após a conquista do título, o técnico Osvaldo Brandão dava início a uma "cerimônia" vista e fotografada com exclusividade por "O Cruzeiro". Levantava um peixe assado e, erguendo um brinde, partiu para ele com a mesma voracidade com que perseguiu o título de Campeão Paulista. Djalma Santos, consagrado mundialmente e que só agora consegue uma faixa de campeão em sua terra, era o que mais cantava e pulava. No meio do discurso de Mário Frugiuelle, o Banco do Brasil do Palmeiras, Nardo ensaiou um cordão de carnaval e Chinesinho, o substituto de Didi, segundo entendidos, empalmou um peixe, foi para um canto e conseguiu armar uma comemoração somente para ele.
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Djalma Santos, que se sagra Campeão de São Paulo pela primeira vez comanda com Nardo o ataque aos peixes. A diretoria, patrocina e participa. |
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| Os jogadores supercampeões devoram os símbolos santistas. Com vontade Américo avança para o peixe. | |
Campeoníssimo
Campeão Infantil, Amador, Extra-Amador, Aspirantes e Profissional
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Fotos de todas categorias Campeãs de 1959
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Por Othon de Paula Cruz O Campeonato Paulista era do ano
de 1959 e o Palmeiras chegava à decisão com uma grande e difícil missão.
Além de amargar quase nove anos sem levantar o título estadual, para
complicar ainda mais a situação o time do Palestra Itália teria pela
frente nada menos do que o Santos de Pelé e companhia.
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"A bola encobriu a barreira. Acertou bem no
ângulo.
(sobre o gol do título do Palmeiras no supercampeonato de 1959) Até parece coisa do outro mundo. Quatro décadas
depois de encantar os palmeirenses e barbarizar os adversários, o
ex-craque Romeiro resolve, enfim, abrir o jogo e contar um segredo aos
torcedores que se rendiam, perplexos, aos chutes indefensáveis de um dos
maiores personagens da história do futebol brasileiro. Segundo ele, a
batida perfeita na bola, sempre de trivela, dependia de muita habilidade,
claro. Daquele detalhe a mais reservado apenas aos jogadores iluminados.
Mas, na hora do arremate fatal, era como se Romeiro redobrasse as energias
nos pés e hipnotizasse os goleiros. |
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José Victor Oliveira
Colaboração José Paulo Oliveira