Justiça !

Dentre tantas histórias vividas e sofridas pelo meu amor ao Palmeiras, resolvi contar esta, para que os jovens que não eram contemporâneos . Sendo assim, gostaria que esses jovens palmeirenses conhecessem o momento mas intenso e alegre que eu passei com o Verdão. Melhor até que o título, em cima deles, em 1993.

 Prestes a completar 10 anos de fila, em 1986,  o Palmeiras montou uma equipe forte para disputar o Paulistão. No elenco constavam os nomes de Edmar, Mirandinha, Eder, Jorginho, Diogo e etc. Infelizmente acabamos perdendo o título pra a Inter de Limeira. Mas...

 No primeiro jogo da Semifinal contra os Gambás o Verdão era favorito pois uma semana antes, já havia goleado os marginais por 5 a 1, fácil.

Este jogo tornou-se marcante simplesmente porque foi o jogo “mais roubado” da história do futebol. O árbitro era o Ulisses Tavares da Silva Filho. Ele fez de tudo. Marcou impedimento em lateral, anulou gol legítimo do Wagner Bacharel, inverteu faltas absurdas, não deu um pênalti onde o zagueiro Edvaldo tirou gol certo, com uma defesa digna de São Marcos, expulsou o Edu Manga e ainda deu um gol impedido “pra eles”. Tudo isso no mesmo jogo. Quando acabou a partida, a torcida palmeirense aplaudiu de pé a atuação do seu time, enquanto que os “vitoriosos”, sequer comemoraram com vergonha.

Pois bem, o Palmeiras foi para o segundo jogo precisando vencer no tempo normal, para levar o jogo para a prorrogação, onde o empate serviria para levá-lo à final. Apesar da vantagem, a torcida do Palmeiras dividiu o Morumbi,  que teve público superior a cem mil torcedores.

A partida transcorreu num  verdadeiro massacre verde. Chances perdidas, bolas na trave e sufoco, mas a bola não entrava. Quando o relógio já marcava 42 min. do segundo tempo a gambazada começou a festa, cantando o famoso “ta chegando a hora”.

Para completar a festa, Mirandinha faria o segundo e Eder com um gol olímpico, o terceiro, decretando o placar final de 3 a 0. No final do jogo, 50 mil palmeirenses gritavam juntos e com lágrimas nos olhos :

JUSTIÇA ! JUSTIÇA ! JUSTIÇA !

Detalhe: O diretor de futebol dos gambás era um tal de Alberto Dualib. Já ouviram falar? Pois é, só que desta vez, a raça e a categoria do Verdão, foram suficientes para vencer a desonestidade.

“TRANSFORMANDO A LEALDADE EM PADRÃO ...”

Custódio Dias Junior - 01/2006

 

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