A VIDA DE UM CASAL

 

Já nasci casado com ele, mas, a cada dia, o quero mais. Somos um casal, um dos poucos casais perfeitos no mundo.

Às vezes brigamos, é normal. Qual casal não briga? No entanto, nossas brigas não atrapalham em nada nossa relação.

Nosso casamento é eterno, não há separação. Nosso coração está entrelaçado por um amor incondicional.

Tantos tipos de amor tenho visto por aí. Amores fracos, desnutridos de coragem; amores fortes, que atravessam muitas barreiras, mas que certos momentos tropeçam numa pequena pedra, caem e não conseguem mais levantar.

O nosso amor não. Os obstáculos só o fortalece. Brigamos, mas esquecemos.

Fazemos amor, geralmente, às quartas e domingos. Às vezes ele falha, fico nervoso, mas o amo Acima de Tudo.

Nosso amor passa por qualquer tipo de tempestade, tropeça em muitos obstáculos e mesmo assim não deixa de existir, não altera sua rota, não diminui a sua dimensão, não perde o seu peso, não permite que seu brilho seja ofuscado.

Ele é o grande amor da minha vida. Acordo e vou dormir pensando nele. Nossos dias são verdes, verdes de esperança, de alegria, de amor, de paixão, de felicidade.

Nada nos abala, nada nos atinge. Ele me ajuda a superar os problemas do cotidiano (que não são poucos), graças à ele vivo com alegria, supero as dificuldades sorrindo e vivo feliz.

Nunca o trai, assim como ele não me trai. Vivo para ele, vivo por ele.

Estando bem ou numa fase difícil, sempre estarei ao seu lado.

Não moramos juntos, mas quando vou à sua casa, me sinto em casa. Ele tem duas casas: ma na Turiassu, a outra dentro de mim, bem no fundo, no meu subconsciente, dentro do meu coração.

Algumas vezes, ele me decepcionou, me causou sofrimento, dor que dói na alma e no coração. Mas ele é maior que a dor, maior que a decepção, maior que o sofrimento.

Nossos inimigos se curvam ao nosso amor, sabem que não há amor como o nosso. Eu o xingo após uma partida, grito, vou pra casa com raiva dele, mas, uma semana depois, estarei novamente lá, com o amor renovado, com o coração verde.

Já tentei o esquecer, mas é impossível. Esse amor deve vir de outras vidas, estou preso à ele. Não há libertação.

Ele tem vários amantes, não me preocupo, não sou ciumento, desde que todos o amem como eu o amo, que dediquem suas vidas à ele.

Por incrível que pareça, seus amantes são meus irmãos. Amo seus amantes como o amo. Somos amigos, companheiros. Divido esse amor com mais 15 milhões de pessoas que talvez nem todas o dêem o devido valor, não o conhecem como eu conheço, não sentem o coração disparar, as pernas tremerem, a falta do ar em sua presença.

 

Sociedade Esportiva Palmeiras  -  Meu amor, Minha Vida!

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Gabriel Sírio, dezembro de 2006

 

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