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Caro
amigos palestrinos, a história desta semana nos levará ao mais tradicional
palco do futebol c Sobre o termo utilizado no título da coluna Maracanazzo, um pequeno comentário faz-se necessário, principalmente, aos mais jovens: O termo em questão, acabou sendo adotado pela crônica em geral da época, e perdura até os dias atuais, para adjetivar, aquela que ficou conhecida como “a mãe de todas as derrotas”. Na final da Copa do Mundo de 1950, entre Brasil e Uruguai, uma verdadeira tragédia abate-se sobre a nação brasileira. O Uruguai, derrota o Brasil por 2 x 1, em pleno Maracanã, com aproximadamente 200 mil pessoas, e sagra-se Bi-campeão. Toda vez que se fala ou escreve sobre este tema, o termo acima, nunca é esquecido.
Após esta explanação, voltemos ao tema da
semana. Transcorria o ano de 1979, e após um primeiro semestre turbulento,
o nosso treinador Telê Santana, que havia assumido a equipe alviverde no
início do ano, começara a dar um certo padrão ao time,
O time, dos “garotos” de Telê, que na verdade mesclava jovens valores, com outros não tão jovens assim, vinham de uma excelente seqüência de vitória, entre o Campeonato Paulista e o Campeonato Brasileiro. O nosso alviverde havia vencido pelo Paulista: O Santos ( 5 x 1 ); Portuguesa ( 5 x 1 ); e pelo Brasileiro: Comercial ( 5 x 1 ); São Bento ( 4 x 0 ). A terceira fase do Campeonato Brasileiro, reuniu 16 equipes, separadas e 4 grupos de 4 equipes cada, classificando para a semi-final, o campeão de cada chave. Os jogos eram somente de ida. Portanto, restava para o término da fase, a última partida, a, então, poderosa equipe rubro-negra. Desculpem-me alguns palmeirenses, mas o Flamengo, naqueles idos, era visto mesmo desta forma, ou seja, um time difícil de ser batido, principalmente no Maracanã. A equipe rubro-negra, havia até então, conquistado os títulos de: Campeão da Taça Guanabara de 1978 e 1979; Campeão Carioca de 1978, 1979 e 1979 ( Especial ), e tinha em seu elenco, aquele, que é considerado pela torcida flamenguista o maior jogador de todos os tempos: Zico! Sem dizer, que somando a segunda fase, não disputou a primeira e a terceira, o time rubro-negro em 9 jogos, somou: 7 vitórias e 2 empates, sofrendo apenas 2 gols e marcando 20. Nesta fase, ainda não sofrera nenhum tento. Dentro desse retrospecto positivo, um fato inusitado chamou a atenção. O presidente Márcio Braga ,o mesmo de hoje, num excesso de confiança e desrespeito ao nosso glorioso PALESTRA, ordenou., que se comprasse antecipadamente as passagens de avião, com destino a Porto Alegre. Pois para ele, aqueles jovens jogadores alviverdes, jamais teria condição de vencer ao Flamengo, dentro do Maracanã. Obs: O campeão desta chave, enfrentaria o Internacional na semi-final.
A prepotência do presidente rubro-negro, só fez
aumentar ainda mais a confiança de noss Conforme os torcedores alviverdes iam chegando no Rio de Janeiro, eram provocados, segundo relato de um grande amigo meu, pelos torcedores rubro-negros. Pois estes achavam, que os palmeirenses estavam ali perdendo tempo, pois o Flamengo, jamais poderia sair dali derrotado do Maracanã. E diga-se de passagem, naquela tarde, o afluxo de flamenguistas foi muito grande, chegando aproximadamente na casa de 100.000 torcedores. A mística da camisa alviverde se fez presente naquela bela tarde de domingo, pois, aqueles jovens atletas palmeirenses, entraram no gramado do Maracanã, e não deixaram-se abalar, e foram para a “luta”. Logo aos 11 minutos, o nosso jogador Jorge Mendonça abriu o placar, silenciando o gigantesco estádio. Apesar da pressão rubro-negra, os “garotos” de Telê, tinham a partida nas mãos. E assim terminou o primeiro tempo! Começa o segundo tempo, e a pressão do time de Zico e Cia, continua, mas sem abalar nossos atletas alviverdes. Mas o árbitro tenta dar uma “força” ao Flamengo, assinalando um pênalti a favor deles aos 9 do segundo tempo, convertido por Zico. O PALMEIRAS, não se deixou abater, e continuou praticando o seu belo e confiante futebol. Aos 24 minutos do segundo tempo, o Maracanã silencia de vez, com o gol de nosso atleta Carlos Alberto Seixas. O desespero começa a tomar conta, não só da torcida, como dos jogadores rubro-negros. Aproveitando disso, o nosso ALVIVERDE, amplia o placar aos 31 minutos, com lateral direito Pedrinho. PALMEIRAS 3 x 1 Flamengo! A partir daí, o que se viu em campo, foi a equipe da casa totalmente descontrolada, tanto que, o técnico do Flamengo, o falecido Cláudio Coutinho, talvez não agüentando ver o “passeio” da equipe verde de Telê em campo, colocou o jogador Beijoca, sem qualquer recursos técnicos, só para bater nos jovens atletas alviverdes. Acabou desferindo um soco no rosto em um de nossos atletas, e acabou sendo justamente expulso. Mas a partida, ainda não chegara ao seu final, e deu tempo de mais um gol alviverde, aos 45 minutos, através do jogador Zé Mário de cabeça, fechando o caixão flamenguista. Emudecido ficou o Maracanã, exceto, no setor onde estavam aqueles apaixonados palmeirenses, que em festa, foram premiados com esta histórica vitória, por nunca terem deixado de confiar em nossa amada SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS. Um gigante pela própria natureza! Miro Moraes - 12/2005 |