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Sérgio Luis Araújo, nascido no dia 11 de maio de 1970, na cidade paranaense de Kaloré, iniciou a carreira no Embu-Guaçu (1989), passando por Ceilândia-DF (1990-1991), e finalmente, então com apenas 22 anos, estréia no gol alviverde, em uma partida amistosa, no dia 21 de junho de 1992, em Matão, frente a equipe local, a Matonense. Detalhe, que no mesmo ano em que marcaria a sua estréia, também, marcou a estréia do, hoje, amigo e companheiro, Marcos. Final de jogo, Palmeiras 4 x 3 Matonense; Coube ao jogador Moises, assinalar, aquele que foi o primeiro gol sofrido por Sérgio, em sua longa trajetória vestindo o nosso manto verde. Sérgio, devido a forte concorrência, teria que “ralar” muito, para conseguir a titularidade da camisa 1 palmeirense. Tanto que somente no dia 7 de fevereiro de 1993, em partida válida pelo o Campeonato Paulista, no Morumbi, frente a equipe do Santos F.C., que marcaria o retorno ao gol palmeirense. Assim como na sua estréia, mais uma vitória, desta vez por 3 x 1. Este jogo, também ficou marcado, como sendo a primeira partida oficial. Sérgio, pode se dizer: é um predestinado, pois, o ano que marcaria a redenção do Palmeiras, com o fim da tão sofrida fila, ele, devido uma contusão do titular Velloso, conseguiria o seu lugar no onze titular, e ficaria consagrado, assim como os outros jogadores. Naquele célebre dia 12 de junho de 1993, onde o Palmeiras, após uma espera de quase 17 anos, conquista, com uma sonora goleada ( 4 x 0 ) em cima de nosso maior rival (Corinthians) o tão sonhado título de Campeão Paulista. Mas o destino, iria sorrir, ainda por mais duas oportunidades: A primeira, na final do Torneio Rio-São Paulo, novamente frente ao Corinthians, após uma vitória na primeira partida por 2 x 0 (dois gols de Edmundo), seguramos o empate de zero a zero no segundo jogo, e o conquistamos o segundo título do ano. Destaque: Uma bela defesa sua, após uma cabeçada "mortal", do então atleta alvinegro Rivaldo, na qual Sérgio fica segurando a bola, com uma só mão, para desespero do jogador corintiano. A segunda, foi na final do Campeonato Brasileiro, frente a equipe do Vitória-BA, quando vencemos por 1 x 0 a primeira, e 2 x 0 a segunda partida, sagrando-se mais uma vez campeão no ano; detalhe: não sofreu nenhum gol na final.
O ano de 1994, não séria tão positivo para o goleiro Sérgio, assim
como ocorrera no ano anterior. Após uma queda de produção, tanto no
Campeon Mesmo com a saída de Vanderlei Luxemburgo em 1995, e a chegada de Valdir Espinosa, com a ótima fase de Velloso, além de ser ídolo no Parque Antártica, tudo levava a crer, assim como em 1994, o ano de 1995, seria de muito sacrifício. Tanto é verdade que, de 14 de agosto de 1994 na partida frente ao Paraná (4 x 1) pela a 1ª fase do Campeonato Brasileiro, até a sua outra oportunidade na equipe titular, passaram-se 7 meses, ou seja, 26 de março de 1995, partida contra o Juventus (3 x 0) válida pela 1ª fase do Paulista. Por mais 3 vezes retornaria ao gol palestrino, até a célebre data de 26 de Julho de 1995. Como dissera anteriormente, predestinado que é novamente devido uma pequena contusão do titular Velloso, volta à titularidade em 3 das 4 partidas, mais marcantes da temporada de 1995. O primeiro, no dia 26 de julho, jogo válido pelas as oitavas-de-final da Taça Libertadores da América (primeiro jogo) no estádio Olímpico, frente à equipe do Grêmio (infelizmente derrota por 5 x 0). O outro jogo, válido pela final do Campeonato Paulista (primeiro jogo), frente à equipe do Corinthians (1 x 1); e para finalizar, o jogo da volta pelas oitavas-de-final dos Libertadores, no Palestra Itália, onde quase conseguimos obter a classificação, após estonteante vitória por 5 x 1. Esta partida histórica frente a equipe gremista, ficaria marcada sendo a última partida de Sérgio vestindo a camisa palmeirense. Na sua primeira passagem pelos lados do Palestra Itália, preferiu, então a diretoria palmeirense, emprestar o ainda jovem jogador Sérgio (25 anos), seja pela ótima fase que vivia o ídolo Velloso, também por que um outro jovem goleiro (21 anos), estava sendo preparado, para um dia assumir a camisa 1 alviverde: O futuro São Marcos de Parque Antártica. Em 1999, com mais uma contusão de Velloso, e pelo fato de o PALMEIRAS não possuir em seu elenco um reserva a altura do agora titular Marcos, achou-se por bem fazer retornar de quase 4 anos de empréstimos o goleiro Sérgio (1995 a 1999). Neste período de empréstimos, teve a oportunidade de jogar em alguns clubes como: Flamengo, Inter-SP, Portuguesa e Vitória. Se na sua primeira
passagem na teve muitas chances no gol titular palmeirense devido a ótima
fase
Devido a imensa maratona que estava sendo submetido o Palmeiras, o técnico Luiz Filipe Scolari, iniciara um rodízio, para poupar alguns atletas, e entre eles, o goleiro Marcos. Portanto na primeira partida final do paulista daquele ano, novamente Sérgio apareceu como titular. Infelizmente, derrota frente ao Corinthians por 3 x 0, no qual jogamos com uma equipe totalmente modificada, pois estávamos a um jogo do título da Libertadores. Outra partida, das 18 que realizou em 1999, que merece destaque foi a que realizou o Alviverde em uma excursão a Itália. No dia 15 de julho daquele ano, jogando contra uma equipe semi-amadora da cidade de Val D’Aosta, a Sociedade Esportiva Palmeiras, aplicou a maior goleada de sua história, quando venceu o Combinado de Val D’Aosta por sonoros 15 x 0, e teve participação de Sérgio no gol alviverde. Como dissera anteriormente, de 1999 aos dias atuais, o nosso guarda-metas imediato Sérgio, sempre que necessário, soube bem representar a meta palmeirense, substituindo o titular Marcos, seja por qualquer razão, procurando fazê-lo com o melhor empenho possível. Fazendo com que o Palmeiras, tornasse a única equipe do futebol brasileiro, com um goleiro reserva, tão bom quanto o titular, ou quase isso (pois a superioridade de Marcos é inquestionável) para orgulho da nação alvi-esmeraldina. Para tentar sintetizar como foi a sua participação nesses quase 7 anos de Palmeiras em sua segunda passagem, citarei algumas atuações marcantes ao longo desses anos. Poderia citar aqui, por exemplo, a tarde em que “parou” a equipe do Flamengo, pela Copa dos Campeões em 2000; a Segunda partida da semifinal do referido torneio. Havíamos perdido a primeira partida por 2 x 1, e vencíamos a segunda por 1 x 0, e necessitávamos segurar o placar e levar partida tiros penais. Assim o fizemos, vencemos nos pênaltis (5 x 4), com o Sérgio pegando um deles, garantindo passagem a final, frente ao Sport, (2 x 1) e o conseqüente título do torneio. Mas, predestinado ao
céu e ao inferno, fez parte também da fatídica derrota na final do
Mercosul de 2000 frente à equipe do Vasco, por 4 x 3. Co Como afirmara
anteriormente, Sérgio, em algumas vezes, viveu o céu, mas também o
inferno, haja vista o que lhe ocorreu em 2002, pois com a contusão do
titular Marcos, ele, juntamente com o restante do elenco alviverde, seriam
protagonistas, do momento mais triste da história palmeirense, ou seja, o
rebaixamento à série B. Participou dos últimos 5 passos ou como queiram,
jogos, da primeira divisão de 2002, Naquele fatídico dia 17 de novembro de
2002, quando, numa tarde totalmente infeliz, principalmente para toda a
nação alviverde, sai de campo derrotado, duplamente, seja ao perdemos a
partida frente ao Vitória por 4 x 3, seja, pela a consolidação do
rebaixamento do Palmeiras a série B. Mas, pode também presenciar, a nossa
redenção, ou seja, o retorno e o título da série B em 2003. Novamente o
inferno, faria parte de sua vida na meta alviverde, ou seja, repetindo o
mesmo fato ocorrido em 2001, por coincidência, contra o mesmo adversário
(Corinthians), em 2004, contra nosso maior rival, prejudicad Mas, Sérgio, com certeza teve ao longo desses anos todos, há mais motivos para comemoração, do que para tristeza, vejamos: Campeão Paulista de 1993 (titular) e 1994; Capeão Brasileiro de 1993 (titular) e 1994; Campeão do Rio-São Paulo de 1993 (titular) e 2000; Campeão da Taça Libertadores da América de 1999; Campeão da Copa dos Campeões de 2000 (titular) e Campeão Brasileiro da série B de 2003. Portanto, encerro aqui, uma pequena homenagem ao grande, sim, grande goleiro Sérgio, sabendo que, se não chega ser uma unanimidade no gol alviverde, carrega todo o carinho da coletividade palmeirense. Desejamos boa sorte na temporada de 2006, que possamos todos juntos, comemorarmos muitos títulos com a APAIXONADA NAÇÃO ALVIVERDE Miro Moraes - 12/2005 |