O QUE ESTÃO FAZENDO COM VOCÊ PALMEIRAS?

Creio que muitos palmeirenses estejam hoje, repetindo a si mesmos a pergunta acima. Um clube tão amado, adorado, idolatrado por uma verdadeira legião de torcedores. Apaixonados torcedores alviverdes. Mais de 15 milhões espalhados por todo o nosso território brasileiro e também pelo o mundo afora. Aprenderam desde a sua meninice a reverenciar a nossa querida e amada cores VERDE E BRANCA. O nosso querido, e sempre respeitado escudo. A nossa amada e adorada bandeira. Um clube que nem mesmo duas Guerras Mundiais conseguiram acabar. O glorioso PALMEIRAS, que nasceu PALESTRA ITÁLIA, mas que por perseguições injustas, teve que trocar o seu nome, mas não conseguiriam acabar com o fervor da alma palestrina. Um time, fundado por italianos e originalmente para italianos, mas que com o tempo, tornou-se o time no coração de milhões de brasileiros.

 

Quando surgiu no cenário futebolístico paulistano no ano de 1914, ousou medir forças, não com os pequenos, mas, assim como seria a sua sina, foi desafiar logo o grande clube da época, o poderoso Paulistano de Arthur Friedenreich. Adentra o campo de jogo pela primeira vez em 1915, sendo aceito já no ano seguinte na APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), para a disputa do seu principal campeonato. Já no ano de 1917, 1919 conquista o vice-campeonato paulista (1918 retirou-se da competição) e conquistaria com apenas 6 anos de vida, o titulo de 1920.

 

Surge em 1917, no cenário do futebol paulista, o Corinthians, de fato como um time grande. O nosso amado PALESTRA-PALMEIRAS travaria uma “batalha” com a equipe alvinegra, que duraria de 1920 a 1942. Ambas as equipes só não conquistariam os títulos paulistas dos anos de 1921, 1925, 1931 e 1935. Mais uma vez agiram com pensamento grande, os dirigentes da querida SOCIETÀ. Sempre, a duelar com os maiores e melhores de sua época. A nossa saga prosseguia!

 

Na década de 40, saí o alvinegro de cena e surge o São Paulo a medir forças com o glorioso PALESTRA. E como sempre se cumpriu a nossa sina, ou seja, bater de frente com os grandes. Portanto, de 1942 a 1950, desta vez dividiríamos os títulos com o nosso rival da vez, o time da elite quatrocentona. Neste período, até o nosso original nome nos tiraram, saí (nominalmente) o PALESTRA, e surge o alviverde imponente, o querido PALMEIRAS.

 

Ao iniciar a década de 1950, seríamos laureados com o titulo do 1º Campeonato Mundial de Clubes de 1951, desbancando na semifinal o grande Vasco da Gama, de Ademir e Cia. Conhecido na década anterior como o grande Expresso da vitória. Na grande final, frente a frente, a gloriosa SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS e a poderosa Juventus de Turim. A mais vitoriosa equipe italiana na época, e, até os dias atuais. Na primeira partida vitória alviverde por 1 x 0 (gol de Rodrigues). Na Segunda, empate em 2 x 2 (Rodrigues e Liminha) e o PALMEIRAS, conquista, para a sua rica galeria e para o Brasil, o Mundial de Clubes. O Maracanã, com mais de 100 mil vozes é uma alegria esfuziante, ao ver os nossos queridos heróis alviverdes, desfilarem ostentando a nossa gloriosa camisa verde e branca e a bandeira brasileira. O nosso ALVIVERDE devolve ao tradicional estádio - recém inaugurado - novamente o orgulho e a alegria perdida no anterior, após a fatídica derrota na final do Campeonato Mundial de Seleções, frente à equipe do Uruguai.

 

Ao final desta mesma década estava surgindo, aquele que se tornaria um dos maiores esquadrões de futebol em todo mundo, o Santos de Pelé e Cia. Pois, de novo, coube ao glorioso PALMEIRAS, desafiar e medir forças com este grande esquadrão. Conquista sobre o time de Pelé, após três grandes batalhas, o Super Campeonato Paulista de 1959. Vencemos o terceiro e ultimo jogo pela contagem de 2 x 1 (gols de Julinho e Romeiro).

 

Década de 60, não poderia ser diferente de toda a nossa rica história até então. Conquistaríamos o titulo da Taça Brasil de 1960, conquistando com isso o direito de representar o Brasil na principal competição de clubes da América do Sul: A Taça Libertadores da América de 1961. Já na sua estréia na referida competição, derrota a poderosa equipe do Independiente da Argentina em seu território por 2 x 0. Após uma excelente performance na competição, torna-se a primeira equipe a representar o Brasil na final da tão tradicional competição. Defronta-se, nada mais nada menos com uma das mais fortes equipes da década de 60 na América do Sul. O poderoso Peñarol !! Infelizmente, fica apenas com o vice-campeonato, mas mostrara a que veio. Na mesma década impediria o Santos de conquistar 12 títulos paulistas consecutivos, quebrando a seqüência santista, nos anos de 59, 63 e 66. Além de inúmeros torneios, conquista ainda os títulos do Rio-São Paulo de 1965, o Robertão de 1967 e 1969 e ainda a Taça Brasil de 1967. Em 1965 o querido PALMEIRAS, é agraciado com o convite da CBD para representar o Brasil na inauguração do estádio do Mineirão, frente ao Uruguai, a poderosa celeste olímpica, que em 1950 silenciara o povo brasileiro, tirando-nos o titulo do Mundial de Seleções. Atende orgulhosamente o convite e devolve ao povo brasileiro a alegria, que aquela derrota havia lhes tirado, vencendo a equipe uruguaia por sonoros 3 x 0. Ainda na década de 60, volta a disputar pela segunda vez a Taça Libertadores, e pra surpresa de muitos - não para nos palmeirenses, vai novamente a final da competição. Desta vez frente ao Estudiantes de La Plata. Após 3 grandes confrontos, terminamos ficando novamente com o vice-campeonato. Justiça seja feita, deve-se mencionar, que perdemos a primeira partida por 2 x 1 e vencemos a segunda por 3 x 1, que certamente nos daria o titulo. Mas o regulamento da competição obrigava a disputa de uma terceira partida. No campo “neutro” de Montevídeo, ou seja, do outro lado do rio da Plata, próximo à cidade do nosso rival da final, o Estudiantes. Numa noite infeliz, acabamos derrotados por 2 x 0.

 

Como ainda não havia sido criado o campeonato brasileiro nos moldes atuais, com a inclusão dos times de Minas (Cruzeiro e Atlético); Rio Grande do Sul (Grêmio e Internacional) e Paraná (Ferroviário), o antigo Rio-São Paulo (Roberto Gomes Pedrosa), passou-se a ser chamado de Robertão. O regulamento dos 4 anos de disputa (de 1967 a 1970) previa, após uma primeira fase, classificarem 4 equipes para o chamado quadrangular final. Pois o querido ALVIVERDE, em todas as quatro edições, não só conseguiu classificar entre os quatro finalistas, como fora campeão de sua chave em todos os anos. Fica com título de 1967 e 1969 e o vice-campeonato de 1970.

 

A querida SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, adentraria a década de 70, seguindo a rica trajetória vitoriosa. Com o surgimento da chamada, segunda Academia, arrebata os títulos brasileiros de 1972 e 1973, bem como os títulos paulistas de 1972 (invicto), 1974 e 1976. Como acaba tendo que ceder 6 jogadores para a Copa do Mundo de 1974, e o campeonato brasileiro segue o seu curso, mesmo durante ao Mundial, privaria ao PALMEIRAS de conquistar o tri-campeonato brasileiro. Pois a equipe esmeraldina era de uma superioridade tamanha, que certamente não deixaria escapar mais título para a sua já rica sala de troféus. Se na década anterior ousou o nosso glorioso ALVIVERDE medir forças com o Santos de Pelé, nesta década, não seria diferente. Desta vez, confrontaria com a poderosa equipe do Internacional de Porto Alegre, assim como, com a equipe mineira do Cruzeiro de Dirceu e Cia. Conquistaríamos ainda o tri-campeonato do tradicional torneio Ramon de Carranza (1969; 1974 e 1975), sendo duas contra o Real Madrid e a outra em cima do Barcelona.

 

Esta ousadia que fez com que estivéssemos sempre medindo forças com os maiores desde 1915, é que nos outorgou o título de Campeão do Século no Brasil. Pois apesar de um pequeno hiato na década de 1980, já na década seguinte, voltaríamos a nossa saga de conquistas. Acreditando no poderio, tradição e na gloriosa trajetória de nossa querida SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, a multinacional Parmalat resolve investir em nosso amado clube. E para alegria da tão sofrida nação alviverde, retornam o ciclo de conquistas alviverdes. Todos ganham!!! Sorriem os homens da multinacional, que vejam os lucros de sua empresa no Brasil atingir números nunca dantes alcançados. Alegram-se toda a coletividade palmeirense, com as conquistas dos títulos: Paulista 1993-94-96; Brasileiro 1993-94; Mercosul 1998; Rio-São Paulo 1993-2000; Copa do Brasil 1998; Copa dos Campeões de 2000. E finalmente, o maior de todos os sonhos palmeirenses, acalentado desde a década de 60, é finalmente alcançado. O título da Libertadores da América de 1999, sonho maior da gente alviverde finalmente, é conquistado.

 

Ao encerrar 1 século de futebol no Brasil, o nosso amado e querido PALMEIRAS torna-se merecidamente o Campeão do Século no Brasil. Além disso, após um detalhado levantamento, configura-se a querida SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, como sendo a única equipe no Brasil, a conquistar pelo menos uma vez, toda e qualquer competição (extintas ou não) colocada e disputa em todo o território brasileiro. Tudo, graças ao anseio da gente palestrina-palmeirense, em desejar sempre ver o estandarte esmeraldino no mais alto posto, pois assim sempre foi o nosso pensamento. Ou seja, o querido PALESTRA-PALMEIRAS, desde a sua gênese, primou por este caminho. Nunca, mas nunca mesmo, ser apenas figurante, em qualquer competição que se fizesse representar. Seja por isso, grandes nomes vestiram o nosso glorioso manto verde e branco, em seus quase 92 anos de vitoriosa existência.

 

Encerro repetindo a indagação que faço e que dá título à referida crônica:

 

O QUE ESTÃO FAZENDO COM VOCÊ AMADO, QUERIDO e GLORIOSO PALMEIRAS????

 


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